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i.e. do Quênya, inventado por Tolkien. VINYAR, notícias/novidades; -NYAR, meus/minhas

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Quarta-feira, Junho 22, 2005





Recebi por email e panz: Gratidão
A foto mostra uma cadela Doberman lambendo um bombeiro exausto.
Ele tinha acabado de salvá-la de um incêndio em sua casa, resgatando-a e levando-a para o gramado da frente.
Ela estava prenha. O bombeiro teve medo dela no início, pois nunca antes ele tinha resgatado um doberman.
Quando finalmente o fogo foi extinto, o bombeiro sentou na grama pra recuperar o fôlego e descansar.
Um fotógrafo do jornal "The Observer", notou o doberman olhando para o bombeiro. Ele a viu andar na direção dele e se perguntou o que a cachorra iria fazer.
Enquanto o fotógrafo levantava a câmera, ela se aproximou do bombeiro que tinha salvo sua vida e as dos seus filhos e beijou-o.
Veja porque uma imagem vale mais do que mil palavras.
E ainda existem pessoas que acham que o animal não tem nada a nos ensinar....


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Terça-feira, Junho 21, 2005



Para pensar.....

Texto de Danielle Miterrand, esposa do ex-presidente François Miterrand, ao povo francês, após ter recebido críticas impiedosas por ter permitido a presença da amante do marido e de sua filha, Mazarine, na cerimônia fúnebre.

"Antes de mais nada devo deixar claro que não é um pedido de desculpas. Muito menos um enunciado de justificativas vãs, comum aos covardes ou àqueles que vivem preocupados em excesso com a opinião dos outros.

Aos 71 anos, vivendo a hora do balanço de uma existência que é um sulco bem traçado e profundo, já não mais preciso, e nem devo, correr atrás de possíveis enganos.

Vivo o momento em que as sombras já esclarecem e que as ausências são lindas expressões de perenidade e criação.

Sombras e ausências podem ser tudo, ao passo que luzes e presenças confundem os mais precipitados, os mais jovens.

Vivi com François 51 anos; estive com ele em muito desse tempo e me coloquei sempre.

Há mulheres que não se colocam, embora estejam; que não se situam embora componham o cenário da situação presumível. Uma vida de altos e baixos.

Na época da Resistência nunca sabíamos onde iríamos passar a noite - se na cama, na prisão, nos bosques ou estendidos por toda a eternidade. Quando se vive assim em comum, cria-se uma solda e a consciência de que é preciso viver depressa.

Concentrar talvez seja a palavra. Por isso tentei entendê-lo, relacionar-me com sua complexidade, com as variações de sua pessoa e não de seu caráter... Quem entende ou, pelo menos luta para compreender as variações do outro, o ama realmente.

E nunca poderá dizer que foi enganada ou que jamais enganou.

Não nos enganamos, nos confundimos quando nos perdemos da identidade vital do parceiro, familiar ou irmão. Ou jamais os conhecemos, o eu também, não é um engano. Quem não conhece, não tem enganos.

Nas variações do outro, não cabe o apaziguador que destrói tudo antes do tempo em forma de tranqüilidade.

Uma relação a dois não deve ser apaziguada, mas vibrante, apaixonada, e não, enfastiada. Nessa complexidade vi que meu marido era tão meu amante quanto da política.

Vi, também, que como um homem sensível poderia se enamorar, se encantar com outras pessoas, sem deixar de me amar.

Achar que somos feitos para um único e fiel amor é hipocrisia, conformismo. É preciso admitir docemente que um ser humano é capaz de amar apaixonadamente alguém e depois, com o passar dos anos, amar de forma diferente. Não somos o centro amorável do mundo do outro. É preciso aceitar, também, outros amores que passam a fazer parte desse amor como mais uma gota d'água que se incorpora ao nosso lago. Simone de Beauvoir dizia bem que temos amores necessários e amores contingentes ao longo da vida.

Aceitei a filha de meu marido e hoje recebo mensagens do mundo inteiro de filhos angustiados que me dizem "Obrigado por ter aberto um caminho. Meu pai vai morrer, mas eu não poderia ir ao enterro porque a mulher dele não aceitava".

É preciso viver sem mesquinhez, sem um sentido pequeno, lamacento, comum aos moralistas, aos caluniadores e aos paranóicos azedos que teimam em sujar tudo. Espero que as pessoas sejam generosas e amplas para compreender e amar seus parceiros em suas dúvidas, fragilidades,
divisões e pequenas paixões.

Isso é amar por inteiro e ter confiança em si mesmo" .



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Quinta-feira, Junho 09, 2005



Quando li este texto, confesso que me senti único... Obrigado por ter me mandado, de verdade!

O Relógio do Coração

"Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente. Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia. Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário nos mostrar que eles ficaram por anos em nossas agendas. Há amores não realizados que deixaram olhares de meses, e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho. Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na Terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas. E há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados da folhinha. Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembrança de horas. Há eventos que marcaram, e que duram para sempre o nascimento do filho, a morte do pai, a viagem inesquecível, um sonho realizado. Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra "eternidade". Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes, e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo. Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim até hoje, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz eu estava na ocasião.

O relógio do coração - hoje eu descubro - bate noutra freqüência daquele que carrego no pulso. Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente. Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo. É olhar as rugas e não perceber a maturidade. É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças da vida. Pense nisso.

E consulte sempre o relógio do coração: ele te mostrará o verdadeiro tempo do mundo."



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Diferentemente do usual, ao invés de escrever que nestes momentos de sumida eu dar uma séria de desculpas técnicas, vou tentar escrever que ultimamente tenho sonhado com algumas pessoas que conheço nas mais diferentes situações, coisa estranha!!!

Não vale dizer que eu estou trabalhando muito, pq em SP isso não é desculpa para nada tb...

Estive relativamente cansando (mentalmente) de muitas coisas que tem acontecido comigo e que não tenho conseguido fazer mudar, mas hoje acho que esses sentimentos estão melhores um pouco. Ontem, perdi até o sono com muitas coisas que aconteceram (Sabia que existe um livro chamado Clube dos Idiotas?) mas vi que não adianta muito ser a única piracema a subir o rio...

Gostaria que muitas coisas fossem diferentes do que são, mas isso é algo que ultimamente não tenho tanta esperança. Gozado isso, pq para os meus amigos verdadeiros, geralmente pareço muito bem, inclusive para muitas vezes ser uma base de apoio para eles, pq eu sou assim mesmo, tento fazer o máximo por aqueles que são meus, e é claro: tenho tb problemas qanto à isso.

Acho que tocar o "foda-se" não tem sido muito eficiente.(dessa vez sem a reticências)

Me veio a pergunta agora, porque algumas pessoas erram sabendo que estão erradas só para ver a merda acontecer e depois de tudo vêem pedir a mesma ajuda que vc ofereceu antes de tudo acontecer?

Isso acontece não só em relação aos problemas, tb acontece em muitos outros lugares que me esforço para habitar, principalmente no mundo virtual, onde pratico o hobby do micronacionalismo (muito bom, quem não conhece, eu recomendo).

Nestas simulações de sistemas e formas de governo, vejo os mesmos erros e repetições que encontro aqui, ou em qualquer outro país por aí.

Tenho pensado muito, sobre muitas coisas, e não tenho chegado à conclusão alguma...

A única certeza que tenho é que eu preciso ser bom, e não é pelas pessoas, é por mim mesmo. (não consigo, se for ver bem, acabei dando uma série de desculpas que não explicam nada...)



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